Tendo em conta as declarações de Teixeira dos Santos sobre a diminuição das deduções para os agregados mais ricos sou levado a equacionar o problema da falta de competitividade fiscal do nosso país. Temos um nível exagerado de tributação que retira todo o potencial de crescimento à economia. O próprio sistema fiscal é muito burocrático. Assim sendo, deixo aqui uma proposta de reorganização do sistema fiscal cujo o intuito é reduzir o nível de tributação e tranformar Portugal num país mais atractivo para o investimento estrangeiro. É evidente que esta proposta comporta também um redução significatva das despesas do estado.
IVA: 20% – Taxa Única.
ISV: Acaba.
IUC: Mantém-se como está.
IMT: Acaba.
IMI: Mantém-se como está.
IEC: Mantém-se como estão.
Imposto de Selo: Acaba.
Fusão do IRS e do IRC num único imposto sobre os rendimentos com uma taxa de 5%. Deste imposto excluem-se os dividendos, juros e royalties. Os ganhos de capital também são excluídos quando se reportam a participações qualificadas (2% ou mais).
Empresas estrangeiras não pagam IR caso os rendimentos sejam provenientes de operações no exterior do país.
Isenção de IR para veículos de investimento e trusts.
Dedução de despesas de R&D em sede de IR.
Estas são algumas das minhas propostas e que iriam contribuir para uma maior transparência do nosso sistema fiscal. Acabava-se com a maior parte das deduções que só trazem problemas e apostava-se numa flat rate bastante baixa como forma de incentivar os agentes económicos a maximizarem os seus rendimentos. Portugal precisa de um sistema fiscal que lhe permita competir internacionalmente pela atracção de investimento estrangeiro. Não podemos continuar a sustentar uma função pública ineficiente que só sabe destruir recursos.
