Crescimento Económico para Dummies. Este poderia ser o título deste post. É sem dúvida um facto bastante interessante a incapacidade generalizada dos economistas portugueses para conseguirem colocar a nossa economia a crescer a taxas razoáveis (3%). Nesse sentido, e tendo em conta a falta de capacidade técnica dos economistas nacionais, decidi fazer este artigo para os ajudar a colocarem a nossa economia no bom caminho. Em primeiro lugar, quero desde já dizer que a economia portuguesa se assemelha muito ao modelo de economia planificada. O governo é responsável por 50% do PIB e controla várias empresas estratégicas. Não existe uma verdadeira liberdade económica em Portugal. Assim, torna-se complicado fazer a nossa economia “descolar”. Estamos condenados a mais uma década de estagnação se prosseguirmos com as políticas actuais. Posto isso, passo a explanar o modelo de crescimento económico que eu adoptaria para Portugal. Em primeiro lugar, o crescimento das economias é afectado por dois factores fundamentais. O reduzido peso do estado na economia e a capacidade de inovação dessa economia. Este é o modelo que permite atingir os maiores crescimentos, de forma estável e continuada. Estamos a falar de valores entre os 10% e 20%. A questão básica deste modelo é apostar na iniciativa privada e na sua capacidade de criar valor acrescentado através da inovação (desenvolvimento de novos produtos e serviços que tenham impactos positivos na productividade). Este é claramente o modelo de futuro da economia. É o modelo que mais valoriza o activo capital humano, permitindo que este seja potenciado da forma mais eficiente possível. A grande vantagem deste modelo é a sua capacidade infinita de se adaptar a qualquer cenário e de promover a concorrência. Ao desenvolver novos produtos e serviços de elevado valor acrescentado, a economia apresentará elevadas taxas de crescimento. A tecnologia é cada vez mais o motor crescimento económico determinando o nossos estilos de vida. Foi a tecnologia que nos permitiu evoluir até este estágio de desenvolvimento. Só ela nos poderá levar ainda mais longe. No que respeita à diminuição do peso do estado da economia, penso que é claro. É uma questão de liberdade. Quanto menor for a ingerência do estado mais eficiente será o funcionamento do mercado. Cada um tem o direito de prosseguir os seus projectos pessoais sem a interferência do estado. O estado limita-se a retirar potencial de crescimento da economia e por isso deve ser reduzido às suas dimensões mínimas. A economia precisa da iniciativa privada. Só ela é que tem a capacidade de inovar e de criar valor para os agentes económicos. Quanto maior for a concorrência maiores são os benefícios para os consumidores e para a economia em geral. Um estado mínimo significa mais competividade e eficiência. Assim, tendo em conta este modelo as medidas a tomar devem ser norteadas pela redução do peso do estado na sociedade e economia. Além disso, deve ser feita uma aposta na educação e qualificação pelos agentes privados (universidades e empresas). Só assim conseguiremos criar know-how e potenciar os nossos pontos fortes. O mercado está ávido de inovação. Só as empresas inovadores sobrevivem num mercado global.
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PREVISÕES OCDE 2011-2017
Portugal irá crescer a uma taxa média anual de 1,5% entre 2011 e 2017.
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