Archive for August, 2009

Portugal está perdido!

Depois de ler a entrevista de Medina Carreira ao CM cada vez mais me convenço que este país não tem remédio. O diagnóstico de Medina Carreira é um dos mais acertados que tenho ouvido. Ele fala do número excessivo de funcionários públicos, da elevada burocracia, da falta de atractividade face a outros países do leste, etc… Em suma, precisamos de investir na nossa economia para que ela se torne mais produtiva e exporte mais. Precisamos de poupar e não podemos continuar a manter o actual padrão de consumo. O consumo tem de ser sustentado pela produção, o que não acontece em Portugal. Medina Carreira também fala da forma como os políticos se servem a eles próprios. Desde que estamos em democracia, a maior parte dos políticos tem apresentado resultados medíocres em termos governativos. Continuamos a adiar as tomadas de decisão que vão determinar o nosso futuro. Continuamos no mesmo imobilismo do Estado Novo. Por isso mesmo, penso que é necessária uma mudança de paradigma. Temos de reduzir o estado às suas funções mínimas. Temos de deixar ser a iniciativa privada a tomar a liderança do desenvolvimento do país. Acabemos com os subsídios e deixemos cada um prosseguir os seus ideais como bem lhe enteder, sem prejudicar a liberdade dos outros. Este é o meu conceito de democracia e prosperidade. Muito diferente do conceito actual de totalitarismo estatal.  Se não mudarmos esta mentalidade e forma de fazer as coisas não vamos lá.

Programa do PSD

Num comentário muito rápido penso que peca por não colocar metas exigentes para a redução da despesa da administração pública. Penso que também seria interessante promover a privatização de áreas como a saúde, educação e a segurança social. Devemos reduzir o estado à suas funções essenciais. Tudo o resto deve ser deixado à esfera privada, privilegiando a liberdade de escolha de cada um.

Governação PS: Uma síntese crítica

Portugal vive uma crise sem precedentes e o governo continua a ignorar os sinais económicos. Este documento oferece-nos uma perspectiva sobre as acções do governo PS que levaram a um completo retrocesso económico e social de Portugal no contexto internacional. Este é um documento sério feito com base nos indicadores de reputadas organizações mundiais. Saiba o que está em causa nas próximas eleições e faça já o seu download.

Michael Porter

Um video bastante interessante onde Porter discute a estratégia para o futuro da economia dos Estados Unidos da América.

http://www.cnbc.com/id/15840232?video=1016646639&play=1

Portugal – Que caminho seguir?

Portugal enfrenta uma grave crise desde 2001, da qual ainda não conseguimos sair. Os dados são claros e demonstram que o crescimento na última década foi praticamente nulo. Sem crescimento económico não temos prosperidade. Nesse sentido, torna-se importante que o país delineie uma estratégia para atingir o crescimento sustentado. Os 1,5% previstos pela OCDE entre 2011-2017 demonstram a clara falência do nosso modelo económico. Se olharmos para a dívida externa, podemos ver que não parou de aumentar nos últimos anos. A dívida pública também irá subir em 2009 e 2010 para valores históricos. O estado continua a gastar demasiado e não se percebe que efeitos é que esse nível de despesa tem na economia. O nível de tributação fiscal e de burocracia desaconselham os empreendedores e os inovadores de apostar no país. É preciso que tomemos uma decisão sobre o nosso futuro. Precisamos de um bom plano e de o executar sem falhas e o mais rápido possível. É evidente que isso irá gerar muita contestação por parte de alguns sectores da sociedade, mas esta é a única forma de sairmos deste “buraco”. Eu penso que a solução é clara e passa pelo redimensionamento do estado. O estado precisa de gastar muito menos para pagar as suas dívidas e reduzir o nível de tributação. É a única forma de pormos a economia a funcionar transformando Portugal num país com uma maior liberdade económica. Está na altura de a governação ser feita a longo-prazo, estabelecendo objectivos ambiciosos que permitam a Portugal se distinguir neste mundo globalizado. O bom político é aquele que faz as reformas que acha necessários, apesar de saber que provavelmente irá perder as eleições. O caso da função pública é paradigmático. Qualquer reforma terá sérias consequências em termos de erosão da base de apoio. No entanto, seria muito melhor que o estado reduzisse as suas despesas em 50%, pagando as suas dívidas e obtendo um superavit orçamental. As boas políticas são sempre difíceis de implementar, mas isso não diminui a sua eficácia. É preciso que o nosso próximo líder tenha a determinação suficiente para atacar os interesses instalados e devolver o controlo das suas vidas aos próprios cidadãos. Eu por mim, estou farto deste estado omnipresente que só nos tira e não nos dá nada. As pessoas podem e devem ser responsáveis pelo que fazem. O estado deve limitar-se à sua função de regulador e reduzir o seu âmbito às funções essenciais. Tudo o resto é embarcar em utopias socialistas que sabemos bem como acabaram.

TGV nos EUA?

Uma série de posts que explica porque razão é que o TGV é uma má ideia para os EUA. Tendo em conta as más experiências de outros países europeus com o TGV, porque razão é que o PS continua a insistir neste projecto “estúpido”. Façam a Linha Sines-Espanha e invistam o resto do dinheiro na melhoria das linhas suburbanas e regionais.

http://economix.blogs.nytimes.com/2009/07/28/is-high-speed-rail-a-good-public-investment/

http://economix.blogs.nytimes.com/2009/08/04/running-the-numbers-on-high-speed-trains/

http://economix.blogs.nytimes.com/2009/08/12/how-big-are-the-environmental-benefits-of-high-speed-rail/

http://economix.blogs.nytimes.com/2009/08/18/what-would-high-speed-rail-do-to-suburban-sprawl/

Portugal, uma economia planificada?

Concordo perfeitamente com António Borges. A maior parte dos investimentos propostos por este governo não possuem qualquer tipo de rentabilidade. Estão condenados a apresentarem cash-flow negativo.

http://www.ionline.pt/conteudo/19930-antonio-borges-acusa-cgd-e-bcp-serem-instrumentos-da-politica-do-governo

Bernanke e a sua política desastrosa

Ben Bernanke viu o seu mandato ser renovado por mais 4 anos. Mais uma vez perdeu-se uma grande oportunidade de inverter as políticas que têm contribuído para o aprofundar da crise. O facto é que continuamos a prosseguir com uma política inflacionista que nos aproxima cada vez mais do abismo. Está na altura de revertermos tudo o que foi feito até agora. A liquidez que foi colocada no mercado precisa de ser retirada o mais rápido possível. Inflacionar a massa monetária apenas conduz ao colapso do sistema financeiro. Os pacotes de estímulo, a injecção de liquidez, o quantitative easing são medidas com efeitos temporários. As taxas de juro não podem descer mais,  não ser que se opte por uma taxa de juro negativa c0mo Mankiw propôs.  Mais cedo o mais tarde a economia terá de reajustar e liquidar os maus investimentos. Quanto mais tarde adiarmos esse momento, pior. Além de que nessa altura a dívida pública e privada terá atingido níveis inimagináveis. Empresas e bancos “zombie” não são a solução para a crise. A solução é poupar para podermos investir. Sem poupança não há investimento. Assim, manter esta política não será mais do que continuar a enganar o grande público.

PS: O défice a 10 anos estimado pela Casa Branca era de 7 triliões de dólares. O Congressional Budget Office prevê um défice de 10 triliões. Finalmente a Casa Branca reviu a sua estimativa para 9 triliões. Aguardam-se por novos capítulos.

A crise ainda vai durar muito tempo

Ao contrário do que muita gente nos quer fazer crer, a crise ainda vai durar muito tempo.  O facto de algumas economias europeias terem sentido um crescimento face ao trimestre anterior deve-se a factores como a reposição de stocks e o efeito dos pacotes de estímulo. No entanto, uma crise só pode ser verdadeiramente resolvida quando o mercado volta a realocar os recursos às partes mais produtivas da economia. Os maus investimentos têm de ser liquidados, ou seja, as empresas que não são viáveis devem ir à falência. Nada disto parece estar a acontecer. Os governos limitaram-se a despejar dinheiro na economia inflacionando a massa monetária e colocando as taxas de juro em valores perigosamente baixos. Isto pode ter efeitos a curto-prazo em termos de crescimento económico mas que logo serão anulados pela necessidade da economia realocar os recursos a actividades mais produtivas.  Quanto mais o estado age para piorar uma crise, pior a torna. Os perigos estão bem à vista, como Roubini diz num artigo no FT.  Inflação, perda de poder de compra, colapso dos mercados de obrigações, subida das matérias primas, etc… A solução é reduzir o endividamento e aumentar as poupança. Só através da poupança é que se disponibilizam os fundos para o investimento. Investimento esse que deve ser reprodutivo, ao contrário daquele que se quer fazer em Portugal. Tendo em conta as previsões da OCDE para o intervalo 2011-2017, é preciso reafirmar a necessidade de Portugal ter um plano a longo-prazo que garanta a competitividade da sua economia e crescimento económico sustentável. Isso não se consegue com investimentos como o TGV ou as Novas Autoestradas. Isso é apenas despejar dinheiro na economia à custa dos contribuintes. Consegue-se investindo no aumento da produtividade e dando espaço ao mercado. Só assim é que poderemos aspirar a uma verdadeira convergência com Europa.  Essa é a única lógica que nos poderá salvar de mais uma década de declínio económico.

O cliente tem sempre razão

A máxima enunciada no título deste post representa a necessidade de qualquer serviço ou produto, caso queiram ser bem sucedidos no mercado, terem de assegurar a satisfação dos respectivos clientes. É um princípio básico oferecer um bom serviço ao cliente para que este volte. Isto acontece porque existe um mercado onde estão presentes outros concorrentes, sempre dispostos a roubarem-nos os clientes. E é assim que deve acontecer. Infelizmente, existe uma entidade que está isenta de prestar bons serviços uma vez que o nível de qualidade destes não tem qualquer influência nos recursos que esta tem e terá à sua disposição. Estou a falar do Estado. Quer queiramos, quer não, somos obrigados a pagar os impostos. É-nos dito que em troca destes iremos beneficiar de serviços que irão melhorar a nossa qualidade de vida e a da comunidade. Mas o facto é que existe um número significativo de pessoas que paga os seus impostos mas não faz uso da maior parte dos serviços prestados pelo Estado. A principal razão é que esses serviços não oferecem um nível de qualidade aceitável. Posso citar muitos exemplos mas penso que o pior caso é o Serviço Nacional de Saúde. Qualquer pessoa com um mínimo de capacidade económica prefere recorrer aos privados e usufruir de serviços muito melhores. Por isso mesmo é que o mercado de seguros de saúde tem vindo a apresentar taxas de crescimento bastante razoáveis. De qualquer forma, e não fugindo muito do tema do post, penso que está na altura dos portugueses “pagadores de impostos” terem um pouco mais de exigência para com o Estado. Não me parece justo pagar por serviços que depois não vamos utilizar. Também não me parece próprio de um regime democrático que toda a gente seja obrigada a ter de descontar para a Segurança Social. E depois limitar as reformas do sector privado a 5000 euros, apesar de existirem pessoas que têm direito a valores superiores. As pessoas devem ter a liberdade de tomarem as suas próprias decisões e assumirem as suas responsabilidades. O mercado tem de funcionar. Os cidadãos não devem ter de se submeter àquilo que o Estado pensa ser melhor para eles. Cada um de nós, pode e deve tomar as suas decisões, tendo em conta aquilo que pensa que será melhor para si. E posso dizer desde já que não me parece que financiar um Estado cada vez maior e cheio de burocratas seja o melhor para mim. Não quero pagar por coisas que não uso. E tenho esse direito. Resta saber porque é que o Estado continua a não permitir que os cidadãos usufruam desses direitos.

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Governação PS: Uma síntese crítica

Saiba o que está em causa nas próximas eleições. Faça já o seu download.

PREVISÕES OCDE 2011-2017

Portugal irá crescer a uma taxa média anual de 1,5% entre 2011 e 2017.
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