Portugal: Situação Limite

Soube agora da notícia do downgrade da Grécia para junk status. Isso é uma notícia muito preocupante. O próximo é Portugal. A situação em que vivemos é muito crítica. As medidas do PEC e do PEC 2 não são suficientes. Nunca serão suficientes. O país precisa de mudar de paradigma. Mas para que isso aconteça temos de reestruturar a nossa dívida e deixarmos o Euro. Ao contrário do que muitos pseudo economistas da nossa praça pensam, esta é a única solução capaz de resolver os problemas do país. Poderia-se equacionar o recurso ao pacote do FMI/UE mas isso seria adiar o inevitável. A reestruturação da dívida é a única forma de o país poder retomar um caminho de crescimento. As medidas de austeridades devem ser tomadas, mas por mais ambiciosas que sejam não vão conseguir corrigir o desequilíbrio existente. O país não pode continuar a endividar-se desta forma e precisa de ver restaurada a sua competitividade. Para isso precisa de uma taxa de câmbio que lhe permita exportar mais e reduzir as importações (fomentado o mercado interno). Aqueles que defendem a manutenção no Euro ignoram os custos de uma taxa de câmbio sobrevalorizada que condena o país a apresentar um desequilíbrio externo. Está na altura dos nossos governantes assumirem as suas responsabilidades e conduzirem uma política que defenda os interesses nacionais. Encaremos os factos. A dívida já contraída pelo país não pode, realisticamente, ser reembolsável. Assim sendo, quanto mais cedo os policy makers reconhecerem o imperativo de mudar de rumo, melhor para o país e para o seu crescimento. Não devemos ter vergonha de entrar em reestruturação. É algo que faz parte da vida dos países que ainda não chegaram a economias desenvolvidas (caso de Portugal). O que podemos fazer é garantir que nunca mais o país perca a sua política monetária. Só assim poderemos garantir a defesa intransigente dos interesses nacionais e a capacidade de ajustamento da economia. A taxa de câmbio actual não reflecte o nosso nível de desenvolvimento e prejudica o normal funcionamento da economia. Enquanto os nosso políticos não reconhecerem isso, iremos continuar na cepa torta. Esperemos que este corte de rating os ajude a perceber que a única solução que existe é reestruturar e sair do Euro.

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PREVISÕES OCDE 2011-2017

Portugal irá crescer a uma taxa média anual de 1,5% entre 2011 e 2017.
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